Entidades fazem alerta sobre o anúncio do governo Temer

O Colegiado de líderes das entidades que compõe a União Gaúcha em Defesa na Previdência Social e Publica (UG) debateu, na manhã desta segunda-feira (27/03), o anúncio da exclusão dos servidores públicos e municipais da Reforma da Previdência feito pelo presidente Michel Temer. Apesar do pronunciamento do governo, a medida não está totalmente garantida, conforme análise dos conselheiros.

Na última terça-feira (21/03), o presidente Michel Temer  afirmou que os servidores estaduais e municipais não seriam afetados pela Reforma da Previdência. No entanto, neste momento não há de fato uma segurança jurídica que garantam a retirada, conforme debatido em reunião pelos conselheiros da UG.

Conforme explica o presidente da Associação dos Servidores da Justiça (ASJ) e diretor-financeiro da UG, Paulo Olympio, para que haja segurança jurídica em relação à medida anunciada pelo presidente Michel Temer é necessário que o presidente encaminhe uma mensagem retificativa modificando o atual texto da Proposta de Emenda Constitucional, a PEC 287.

Os conselheiros ainda fazem o alerta sobre a tática de recuo do governo, para conter as mobilizações que vem pressionando as bancadas da Câmara dos Deputados.
"Houve crescimento das mobilizações chamando a ordem, o que repercutiu nas bancadas da Câmara. Há conveniência em fazer isso para desmobilizar. Mas temos que seguir trabalhando, não podemos desmobilizar", afirmou Olympio.

E diante deste panorama, os líderes de entidades continuarão mobilizados contra a Reforma Previdenciária, de forma que conclamam aos servidores para que não deixam de lado essa luta e sigam acompanhando e participando das mobilizações de combate à PEC 287.

O entendimento do Colegiado da União Gaúcha mostrou-se acertado na medida em que, posteriormente à reunião, foi anunciado o recuo do governo Temer que pretende encaminhar Emenda à Câmara dos Deputados estipulando prazo de seis meses para os Estados e Municípios regularem a sua própria Previdência, porém, o presidente reafirmou em seu discurso que não abre mão da fixação da idade mínima.

Texto e foto: Valéria Possamai