Mais de 160 estudantes celebram a cultura missioneira na Semana Farroupilha
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- Publicado em Segunda, 14 Setembro 2026 18:46

A cultura missioneira ganha novos olhares na Semana Farroupilha. Mais de 160 estudantes de escolas públicas se debruçaram sobre a história das Missões Jesuíticas e da cultura Guarani para criar suas próprias releituras, transformadas em música, dança, teatro, audiovisual e exposição.
A atividade é promovida pela Associação dos Servidores da Justiça do RS (ASJ) e pelo DTG Morro da Tapera. “Temos muita satisfação de promover mais um encontro entre escola, cultura e tradição. É uma oportunidade para que crianças e jovens pesquisem, criem e compartilhem diferentes formas de olhar para uma história que faz parte da formação cultural do Rio Grande do Sul”, assinala o patrão Paulo Olympio. Neste ano, o piquete comemora 30 anos de Semana Farroupilha e 37 de existência.
Os trabalhos são o resultado do desafio de interpretar o tema: “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição” e os vencedores do Concurso Cultural terão direito a um passeio. As apresentações começam no dia 15 de setembro, com a participação da EMEEF Professor Elyseu Paglioli. Já no dia 16 de setembro, o espaço recebe a EEEM Professor Américo Braga, a EEEF Coelho Neto e a EEEF Cândido Portinari.
Encontro com a música e arte missioneira
A programação também contará com a participação do cantor e compositor missioneiro Ângelo Franco, natural de São Luiz Gonzaga e nome atuante na música nativista. “Quando a gente leva a música e a história missioneira para os jovens, está ajudando a manter viva uma cultura que não pertence somente ao passado. Ela continua presente e precisa ser conhecida, cantada e valorizada pelas novas gerações”, assinala.
Todas as escolas receberão uma reprodução da Cruz Missioneira, produzida pelo escultor Tinga, no estilo barroco missioneiro. O artista também é responsável pela imagem que está instalada em frente ao Piquete nº 169, na Rua Glaucus Saraiva, no parque Harmonia em Porto Alegre (RS). “Foram feitas com muito carinho. É uma forma de levar para cada escola um símbolo que representa o tema trabalhado pelos estudantes e que poderá permanecer como lembrança da participação no projeto”, assinala.
FOTO: MÁRCIO BRESSANE
