70 anos: a classe sempre em primeiro lugar

A Associação dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (ASJ) completa, neste 1º de julho de 2014, 70 anos de fundação, uma história de lutas e muita articulação pelo Poder Judiciário gaúcho. Mais antiga entre as entidades que representam os servidores do Poder, a ASJ surgiu da iniciativa de serventuários reunidos no Clube Comercial de Santa Maria em 1944, uma época em que as distâncias ainda isolavam os colegas e dificultavam a comunicação com a sociedade. Passadas sete décadas, muita coisa mudou. As comarcas gaúchas cresceram, o trabalho nos cartórios multiplicou-se em níveis exponenciais e a tecnologia chegou avassaladora impondo mudanças drásticas e inevitáveis à rotina de trabalho.

Durante esse tempo, a ASJ se manteve do lado dos servidores, defendendo de forma ética e coerente os direitos de milhares de pessoas que fazem o Poder Judiciário gaúcho ser reconhecido como um dos mais eficientes do país. Mas para isso também precisou se reinventar, inovar na comunicação e manter uma rede de serviços e benefícios de ponta. “Durante essa trajetória, mantivemos o slogan “A classe em primeiro lugar” como nosso lema. Trabalhamos dia e noite para buscar assegurar o presente e o futuro dos servidores”, pontua o presidente da ASJ, Paulo Olympio. A associação, com o trabalho de uma diretoria atuante, também representa os servidores gaúchos na direção da Federação Nacional dos Servidores do Poder Judiciário dos Estados e do Distrito Federal (FENASJ), da Federação das Associações dos Servidores Públicos Ativos e Inativos (FASP/RS), ANSJ, CNSP e Instituto MOSAP. “Atuamos em âmbito estadual, mas também acompanhamos a tramitação de diversos temas de interesse dos servidores em nível nacional. Não há como fazer uma política de classe eficiente olhando apenas para o nosso umbigo. É preciso lutar por todos para que sejamos ouvidos e respeitados”, complementa Olympio.

Na trajetória desses 70 anos, há histórias memoráveis, como a greve de 1987, quando mais de 95% das comarcas gaúchas fecharam as portas, um movimento gestado dentro da Associação, com a coordenação da FASPERS. No ano seguinte, o próprio Sindicato dos Servidores da Justiça do RS (Sindjus) nasceria do seio da entidade. Por três anos, associação e sindicato andaram juntos.

Mais recentemente, a ASJ foi uma das entidades que se movimentou contra a Reforma da Previdência. Em 2003, ao lado de magistrados, procuradores e servidores das mais variadas categorias, a ASJ deu início à União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública, uma organização sem fins lucrativos voltada para garantir ao funcionalismo uma discussão com a sociedade e o poder público, de forma justa e igualitária, sobre o sistema previdenciário. “Em se tratando de previdência, as regras do jogo estão sempre mudando. É preciso ter gente gritando para que não se cometam descalabros”, frisou Olympio.

A ASJ tem um quadro de 3 mil associados efetivos. Atualmente, sua sede administrativa está localizada em Porto Alegre (Rua Vigário José Inácio, 630/5 andar). Em função de sua origem em Santa Maria, o município abriga uma subsede. Além da representação classista, os associados dispõem de uma ampla rede de convênios e atendimento em gabinetes médico e odontológico. A ASJ ainda oferece apartamentos de trânsito que ficam à disposição dos associados que vêm à Capital. No âmbito social, a ASJ possui uma sede campestre localizada junto ao Morro da Tapera, uma área de mata preservada na zona Sul de Porto Alegre, onde há complexos de piscinas e ampla estrutura de lazer.

Momentos Históricos

Assembleias na histórica Greve de 1987