Esclarecimentos quanto às contas do IPE

 

Frente a notícias veiculadas esta semana na imprensa sobre pendências financeiras relacionadas a consultas médicas realizadas pelo IPE, a ASJ, como integrante da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública, procurou saber junto ao Instituto o andamento da matéria. Assim, vem a público informar o seguinte:

 

- As consultas médicas pendentes referentes ao mês de dezembro já foram pagas na segunda-feira (19/1). A Diretoria Médica do Instituto providenciou a liberação das verbas junto à Secretaria da Fazenda, o que, aliás, foi objeto de noticia no site da própria Secretaria. Esses valores dizem respeito a pagamento de consultas, internações e exames;

- O pagamento referente aos procedimentos médicos realizados por meio do Instituto é um processo que envolve o IPE, os prestadores e as entidades hospitalares. Isso quer dizer que o Instituto não pode ser o único responsabilizado pela retenção dos valores durante todo o prazo reclamado pelos médicos. Muitas vezes, mesmo já tendo sido realizado o repasse, a quantia segue retida devido a outros trâmites burocráticos que independem da vontade do IPE;

- Sobre a declaração veiculada na imprensa de que o pagamento de consultas estaria suspenso em função do decreto do governador José Ivo Sartori que prevê contenção de gastos, o conselheiro titular do IPE, Luís Fernando Alves da Silva, 1º vice-presidente da ASJ, pondera que o os valores referentes ao IPE-Saúde não podem estar vinculados ao Decreto: “Trata-se de valores que têm duas fontes bem definidas: por um lado, o percentual descontado dos segurados, e por outro, o recolhimento a que se obriga o Estado por Lei. Portanto, é do Instituto a autonomia para decidir sobre o destino dos valores do fundo de saúde, criado exclusivamente para custear os gastos com o atendimento dos conveniados”.

O dirigente ainda rebate críticas feitas por médicos conveniados a respeito de atrasos e defasagem de valores: “É da natureza das relações bilaterais a pressão de cada uma das partes para obter o melhor resultado para si. Porém, temos que ressaltar que o IPE está nesse contexto para defender os interesses dos seus segurados. As negociações com a classe médica e com a classe hospitalar têm se dado de forma clara, respeitosa e leal. Aliás, o IPE tem encaminhado as negociações com os prestadores e mantido uma regularidade nos pagamentos. A excepcionalidade desses primeiros dias do ano também é devido ao contexto da transição entre um governo e outro. Ademais, se a situação é tão ruim, porque há centenas de médicos todos os anos interessados em fazer parte do Instituto?”, rebate o conselheiro.