Falta de vacinas contra a gripe impede campanha na ASJ

O avanço da gripe H1N1 no Estado do Rio Grande do Sul, e a ocorrência de óbitos de gaúchos que contraíram a doença, levaram centenas de pessoas a buscarem a vacina na rede privada de saúde. A procura maior do que a oferta fez zerar rapidamente os estoques das clínicas particulares de Porto Alegre. O exemplo é a Imunoclin, que no ano passado forneceu as vacinas para a ASJ, e neste ano sinaliza que não terá como atender ao pedido. O sócio da clínica, Gustavo Machado de Oliveira foi informado pelas distribuidoras de que não há a previsão de novas remessas, isto porque, esclarece ele, “os laboratórios não dispõem de lotes no Brasil”. Há dois anos no mercado, Gustavo disse não ter enfrentado situação semelhante. 

O mesmo ocorre em outras clínicas da Capital. Referência no mercado, a clínica de Vacinas Mãe de Deus Center não dispunha de doses da vacina para gripe, até o dia de hoje (29/04). No site, a clínica anuncia que receberá um pequeno lote na próxima semana. Já a clínica Vacine, de acordo com a informação da atendente, não tem a perspectiva de receber novas remessas do laboratório fornecedor.

Na rede pública de saúde, um novo lote destinado à Secretaria de Saúde de Porto Alegre deve ser entregue até o dia 30/04, data da mobilização nacional – o chamado ‘Dia D’ contra a H1N1. As doses são para atender ao público-alvo, que compreende pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses até cinco anos, gestantes, mulheres no período pós-parto (até 45 dias), e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis. Além de trabalhadores de saúde, povos indígenas, funcionários do sistema prisional, e pessoas privadas de liberdade. A imunização deste último grupo foi alvo de críticas entre cidadãos gaúchos, que indignados com a prioridade dada aos apenados se manifestaram através das redes sociais. 

Em virtude da ausência de vacinas contra a gripe H1N1 nos laboratórios do País, a ASJ, que tradicionalmente promove a campanha de vacinação para os servidores e familiares, não teve, ainda, condições de implantá-la neste ano. A entidade continua buscando providências junto à rede de fornecedores, inclusive fora do Estado, porém, sem previsão de que venham a suprir a carência em seguida.

Texto: Gisele Gonçalves