IPE-Saúde é pauta no Conselho Deliberativo do Instituto

O Conselho Deliberativo do Instituto de Previdência do Estado (IPE) recebeu, nessa quarta-feira (30/8), o diretor de saúde do Instituto, Alexandre Escobar, com o objetivo de discutir as questões sobre a relação com prestadores de serviços e sobre o sistema de precificação de medicamentos do IPE. O vice-presidente da Associação dos Servidores da Justiça (ASJ) e presidente do Conselho Deliberativo, Luís Fernando Alves da Silva, comandou os trabalhos do colegiado.
    
Próximo aos dois anos na diretoria de saúde do IPE, Escobar, enfatizou que as atividades do setor determinaram diversos avanços, efetivando mudanças importantes no sistema de saúde. Apesar do sistema como um todo ainda continuar precário, o diretor afirma ter esperanças para a construção de um IPE mais forte. "Nós sabemos fazer a gestão, mas ainda nos falta recursos e sistema", concluiu.
   
No que diz respeito a precificação de medicamentos, atualmente intitulada de Preço Referência de Insumos (PRI), Escobar acentuou que o objetivo é regular o custo de insumos pagos aos prestadores do Instituto, tendo como referência os dados constantes no Sistema da Nota Fiscal Eletrônica (NFE), da Secretaria da Fazenda. Saudando o falecido auditor da Receita Federal, José Paulo Leal, que dedicou uma vida de trabalho ao IPE, Escobar reafirmou o seu respeito e intuito de dar seguimento ao trabalho implantado por Leal. A diretoria de saúde do IPE já possui um cronograma de projetos importantes que devem ser concretizados na medida que se redistribuírem os recursos. "Pretendemos fortalecer o IPE para torná-lo o melhor plano de saúde para os servidores", afirmou Escobar.
   
Segundo o presidente do Conselho, as entidades recebem diariamente reclamações dos servidores sobre o IPE-Saúde, e a solução para a melhoria do sistema deve ser imediata. Alves da Silva também apontou que o Projeto de Reestruturação do IPE, apresentado pelo governo no dia 15 de agosto, causou receio por não ter sido apresentado e nem discutido com os conselheiros com antecedência. Para ele, há um anseio em conhecer o projeto, mas para isso o Governo precisa se dispor em apresentar todos os pontos e contrapontos as entidades.
    
Escobar concordou que o IPE necessita modificar a sua estrutura para conseguir manter seus servidores. Conforme ele, cerca de 40 servidores foram nomeados para o quadro de funcionários neste ano, mas menos de 10 tomaram posse, sendo que uma das causas é a baixa remuneração. Referente ao projeto de reestruturação, o diretor destaca não ter certeza sobre o melhor caminho. "Não vou me posicionar sobre algo que não conheço, não sou a favor ou contra", finalizou.
    
Ao final da reunião, ficou acordado em conjunto uma discussão pública sobre as questões abordadas. Escobar finalizou afirmando que o seu papel como diretor de saúde é estar sempre aberto e disposto em discutir com o colegiado e as entidades.

Texto e foto: Letícia Breda